Histórico

Origem

A Rede Nacional de Combustão tem sua origem na reunião fundadora da Rede de Turbinas a Gás (RTG), do CTEnerg, que ocorreu no escritório da Finep, em São Paulo, dia 25 de fevereiro de 2002. Nesta reunião, os pesquisadores em combustão presentes decidiram constituir um grupo de trabalho com o objetivo de apresentar uma única proposta de desenvolvimento de câmara de combustão para o turboeixo da RTG, em resposta à carta-convite do CTEnerg. Formou-se, então, um grupo de trabalho reunindo pesquisadores de sete instituições (DEM/PUC-Rio, ENM/UnB, EP/USP, FEG/UNESP, IAE/CTA, ITA/CTA, LCP/INPE) e um coordenador foi escolhido.

O primeiro fruto do trabalho desse grupo foi a Ação Induzida para Formação de Doutores no Exterior em Combustão. Em meados de 2002, por sugestão do CNPq, iniciou-se a redação de uma proposta de ação induzida, que partia das premissas da grande horizontalidade do tema combustão, da ausência de recursos humanos qualificados, e da carência em infra-estrutura de pesquisa no país. Em menos de três meses, uma proposta de consenso, que contou com contribuições de pesquisadores envolvidos na proposta da RTG, havia sido amplamente discutida na Internet, sendo defendida junto ao CNPq no final de outubro de 2002. Esta ação induzida, aprovada pela Diretoria do CNPq ainda em 2003, teve suas primeiras chamadas em janeiro de 2003 e de 2004.

Durante a discussão preparatória para a ação induzida, ficou claro a responsabilidade do grupo envolvido em propiciar condições de trabalho aos jovens doutores egressos da Ação Induzida. Dada a dispersão e o pequeno número de equipes que realizam trabalhos de combustão no país, também ficou claro que este objetivo não poderia ser alcançado sem o desenvolvimento de trabalhos conjuntos que se beneficiassem das complementaridades existentes. Assim, o atual coordenador da Rede Nacional de Combustão, que já havia liderado a constituição do grupo de Câmara de Combustão da RTG e a proposta de Ação Induzida, tomou para si a tarefa agregar ao núcleo de instituições envolvidas parceiros dispostos a trabalhar em rede. Com o apoio do CNPq, diversas visitas técnicas foram realizadas, permitindo constatar a existência de diversas instituições, que encontravam na proposta de trabalho em rede, uma via preferencial e com real complementaridade a ser aproveitada entre os trabalhos desenvolvidos em combustão no país.

Durante os anos de 2003 e de 2004 o atual coordenador executivo da Rede Nacional de Combustão visitou o LCP/INPE, a EP/USP, o ITA/CTA, o IAE/CTA, o IEAv/CTA, o LAS/INPE, a Coppe/UFRJ, o Agrupamento de Engenharia Térmica do IPT, a DIEN/INT, a Gerência de Tecnologia de Gás Natural da Petrobras, a FEM/UFU, a ENM/UnB, a GDT/Embraer, e a ESSS. Em cada uma destas visitas técnicas, realizou-se uma apresentação da rede de combustão e, em retorno, os trabalhos desenvolvidos por cada instituição eram expostos e laboratórios visitados. Procurou-se estar atento aos anseios de cada um com relação.

Temáticas Prioritárias

Em outubro de 2003, foi realizada na PUC-Rio a primeira reunião da Rede Nacional de Combustão, contando com a participação pesquisadores de nove instituições: DEM/PUC-Rio, ENM/UnB, EP/USP, INT, IPT, IEAv/CTA, ITA/CTA, LCP/INPE, Unicamp. Foram definidas seis temáticas prioritárias que federam as atividades das diferentes instituições envolvidas, bem como um responsável por tema:

  1. Propulsão aeroespacial
  2. Motores
  3. Geração e aproveitamento de energia e calor
  4. Gás natural
  5. Combustíveis renováveis
  6. Diminuição do impacto ambiental

A reunião realizada no âmbito do Congresso Brasileiro de Engenharia e Ciências (Cobem 2003), que contou com o apoio da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas, permitiu avaliar o caminho a ser percorrido em cada um destes temas. Também ficou claro que o desenvolvimento da Rede necessitava de um apoio claro dos órgãos de fomento e também do setor industrial. Ficou decidido que a Rede Nacional de Combustão seria apresentada à Diretoria de Programas Horizontais e Instrumentais do CNPq e também à RedeGasEnergia, no âmbito da Gerência de Tecnologia para o Desenvolvimento do Mercado, da Petrobras.

Início das atividades

No final de novembro, a Rede Nacional de Combustão foi oficialmente apresentada ao Diretor do DPH/CNPq, ficando acertado que a ação induzida seria continuada em 2004 e que o CNPq apoiaria a constituição da Rede Nacional de Combustão - uma vez que a abrangência temática e a horizontalidade do tema a enquadravam dentro das estratégias desta diretoria.

Com o apoio da DPH/CNPq, foi realizada em maio de 2004, na sede do CNPq, uma reunião, com duração de dois dias, da qual participaram profissionais das seguintes instituições: INPE, INT, IPT, ITA, IAE, IEAv, UnB, PUC-Rio, UNESP, UNICAMP, USP. Nesta reunião, foram claramente estabelecidos a motivação para criação da Rede Nacional de Combustão, seus objetivos, as metas, os produtos esperados e o modelo de gestão a ser adotado. As temáticas prioritárias identificadas acima foram amplamente discutidas.

Mais recentemente, no final de julho, foi realizada no INPE, de Cachoeira Paulista, um Encontro Temático, de duração de dois dias, destinada a apresentação de trabalhos em curso nas diferentes instituições envolvidas na Rede Nacional de Combustão. Este Encontro Temático foi apoiado pela RedeGasEnergia. Nesta reunião, participaram 60 pessoas, entre pesquisadores, alunos de graduação e de pós-graduação.

Neste encontro, foi firmado parceria com a RedeGasEnergia, através do comitê para constituição de projeto sistêmico em combustão. Como fruto desta ação foram desenvolvidos dois projetos-base para a área industrial da RGE: análise numérico-experimental da conversão de fornos industriais e da conversão de caldeiras.

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